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Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

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Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

O Governo decretou situação de calamidade para 60 municípios. A Proteção Civil alerta para o risco de cheias nos próximos dias. Acompanhamos aqui, ao minuto, a resposta aos estragos da depressão Kristin e a evolução do quadro meteorológico em Portugal.

Joana Raposo Santos, Cristina Sambado, Nuno Patrício, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: António Antunes - RTP

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RTP /

E-Redes consegue repor 80% da energia até segunda-feira

A ministra do Ambiente e Energia revelou à RTP que a eletricidade vai ser reposta a 80 por cento até a manhã de segunda-feira, a decisão foi tomada esta sexta-feira durante uma reunião na Marinha Grande.

A E-Redes vai ter de fazer uma avaliação de todos os prejuízos para não "dar expetativas".

Para os restantes 20 por cento, que são os mais difíceis de recuperar, ainda não há previsão da reposição na totalidade.
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RTP /

Pós-Kristin. Empresas pedem ajuda ao Governo

As empresas fazem contas aos prejuízos e os proprietários pedem ajuda ao Governo. Há instalações, matérias primas e mercadorias que se perderam.

Só numa fábrica de materiais de construção, registaram-se vários milhões de euros de prejuízos.
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RTP /

Energia regressa a vários locais de Leiria e Marinha Grande, mas ainda há 290 mil clientes sem eletricidade

A energia elétrica regressa a algumas freguesias de Leiria e Marinha Grande. Mas ainda há 290 mil clientes sem eletricidade. Falta água na rede pública em diversos locais e as comunicações ainda estão instáveis.

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Lusa /

Parlamento manifesta pesar pelas vítimas da depressão Kristin

O parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo presidente da Assembleia da República pelas vítimas da passagem da depressão Kristin pelo território continental português, que fez até agora cinco mortos.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

O texto hoje votado em plenário, de José Pedro Aguiar-Branco, refere-se a "pelo menos quatro vítimas mortais diretas", também citando dados da Proteção Civil: uma em Vila Franca de Xira, e três no concelho de Leiria.

No voto, salienta-se  que a passagem da depressão Kristin "provocou um rasto de destruição, com ventos fortes que atingiram rajadas superiores a 150 km/h, chuva intensa, queda de árvores, estruturas e telhados, inundações, estradas interditadas e cortes de energia elétrica que afetaram centenas de milhares de famílias".

"Registaram-se ainda centenas de ocorrências em todo o país, com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra e no norte do distrito de Lisboa", assinala-se.

Face a estas consequências da intempérie, a Assembleia da República "manifesta profundo pesar pelas vítimas mortais desta ocorrência, e endereça as mais sentidas condolências às suas famílias".

"Deseja ainda uma pronta recuperação aos feridos e a todas as pessoas afetadas. Presta público tributo à atuação das equipas de emergência, da Proteção Civil, dos bombeiros e das forças de segurança, assim como às autarquias que, em condições adversas e urgentes, garantiram auxílio às comunidades afetadas. Às populações das zonas mais fustigadas, assegura proximidade e solidariedade", acrescenta-se no voto.

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RTP /

Equipas da Direção Executiva do SNS no terreno a apoiar utentes e ULS afetadas

Equipas da Direção Executiva do SNS estão a apoiar no terreno as ULS afetadas pelo temporal, garantindo articulação entre unidades e outras entidades, reencaminhamento de doentes e reposição de consumíveis, anunciou hoje a autoridade de saúde.

A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) refere em comunicado que "mantém, desde o primeiro momento, contacto contínuo e permanente com as Unidades Locais de Saúde (ULS) afetadas pelos efeitos da depressão Kristin, assegurando um acompanhamento operacional regular e a ativação de planos de emergência, para garantir a continuidade assistencial à população".

Adianta que tem equipas no terreno para assegurar a proximidade operacional e suporte direto às ULS afetadas, assegurando que "está e continuará a monitorizar em permanência a situação resultante da depressão Kristin".

"Procedeu-se à articulação entre as ULS, e entre estas e outras entidades, seja para implementação de medidas de reencaminhamento de doentes, seja para assegurar resposta a necessidades operacionais, sempre garantindo a prestação de cuidados urgentes", sublinha.
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RTP /

Zona baixa da cidade de Alcácer do Sal a libertar água depois de noite mais calma

 A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, afirmou que "a noite foi tranquila", com a Avenida dos Aviadores, a mais afetada da cidade, "a libertar a água" que `invadiu` na quinta-feira aquela artéria.

"A noite foi mais tranquila do que a anterior. Temíamos que a chuva fosse mais intensa, mas durante a noite não choveu", permitindo que a água se mantivesse "dentro dos mesmos níveis", disse Clarisse Campos, em declarações à agência Lusa.

Esta situação permitiu a libertação da água que se acumulou, nos últimos dias, na Avenida dos Aviadores, adiantou.

"Só temos uma parte da avenida ainda inundada", esclareceu a autarca, acrescentando que os cerca de 20 comerciantes afetados pela subida das águas do Rio Sado não poderão ainda aceder aos seus estabelecimentos.

Quanto às pessoas que residem na zona inundada e que permanecem em casa, Clarisse Campos explicou que estão em contacto com as equipas de apoio para identificarem os "bens de primeira necessidade, como o pão, leite, `powerbanks` [carregadores portáteis]" para os telemóveis que precisam e que são entregues por barco.

Ainda de acordo com a presidente da câmara, o Bairro do Forno da Cal, onde vivem cerca de 90 pessoas, uma das zonas isoladas do concelho, é, neste momento, a situação que merece maior preocupação.

"As populações desse bairro não conseguem mesmo sair (...) estão isoladas e dependem da ajuda de familiares, da câmara municipal e dos bombeiros para o dia a dia", afirmou.
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RTP /

Proteção Civil apela à disponibilização de geradores na região Oeste

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste apelou às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Proteção Civil, de forma a garantir eletricidade aos lares de idosos.

"Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Proteção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir eletricidade às camas de pessoas acamadas", afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva à agência Lusa.

Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a eletricidade nas duas vilas.

Ainda assim, há "limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira", no concelho de Torres Vedras, devido à falta de eletricidade ou de água.

Apesar dos esforços, "os maiores constrangimentos" prendem-se com a falta de eletricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afetados.
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RTP /

Governo reconhece dimensão "brutal" dos prejuízos e admite recorrer a apoio europeu

O ministro da Presidência reconhece que "a dimensão dos prejuízos é brutal" e admite recorrer ao fundo de solidariedade europeu para apoio à reconstrução.

António Leitão Amaro deslocou-se à Marinha Grande para ver os danos causados pela depressão Kristin. Acompanhado por governantes nacionais e representantes da Comissão Europeia, António Leitão Amaro adiantou que ainda há geradores disponíveis e que a Proteção Civil fez "uma avaliação técnica" que concluiu que a capacidade de resposta nacional "era suficiente e ainda é" e, por isso, não se acionou o mecanismo europeu.

Já no que diz respeito ao esforço de reconstrução que terá de ser desencadeado, o ministro admitiu o recurso ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, um mecanismo financeiro criado para apoiar Estados-Membros da União Europeia em situações de catástrofes naturais graves.
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“Não faz sentido fazer uma campanha normal”
RTP /

André Ventura promove angariação de bens em Espinho

André Ventura cancelou a arruada prevista para a manhã desta sexta-feira, em Espinho, e está a participar numa recolha de bens essenciais para as populações afetadas pelo mau tempo.

“Não faz sentido fazer uma campanha normal”, disse o candidato às presidenciais em declarações aos jornalistas em Espinho.

“Os políticos têm de estar onde as pessoas precisam”, defendeu.
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Lusa /

IPMA prevê chuva e vento a partir de domingo, típico de inverno

O IPMA prevê a partir de domingo a passagem de algumas frentes que vão trazer chuva, mas nada tão agressivo e preocupante como o que ocorreu na quarta-feira com a depressão Kristin, segundo a meteorologista Cristina Simões.

"Não será nada muito assustador, nem agressivo, no entanto, com precauções até porque estamos numa situação em que há zonas muito fragilizadas com tudo o que aconteceu. (...). A chover novamente e com vento a adicionar ao que já aconteceu não vai facilitar a quem está a tentar resolver os problemas, os estragos", disse à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Cristina Simões adiantou que para hoje ainda está prevista alguma chuva e que o sábado será um dia de acalmia, contudo no domingo a situação vai mudar.

"Vamos continuar com a passagem de algumas frentes que vão trazer precipitação entre domingo e segunda-feira. No final do dia de domingo, a chuva será mais intensa no norte e centro, mas nada tão gravoso como tivemos", disse.

De acordo com Cristina Simões, para segunda-feira está também prevista queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e vento um pouco mais intenso, não tendo sido emitidos avisos e a emitir serão amarelos.

O agravamento no domingo tem a ver com uma superfície frontal que vai trazer chuva, passando a aguaceiros e vento mais intenso à passagem da frente.

"São situações típicas de inverno. Numa situação normal não seria nada preocupante, nem assustador, só ter aqueles cuidados normais de quando chove. No entanto, estamos a sair de uma situação bastante grave em que estamos a tentar resolver problemas e tudo isto não ajuda", disse.

Na próxima semana, segundo Cristina Simões, vai continuar a passagem alternada de algumas superfícies frontais, apontando a previsão para a continuação de chuva alternando com períodos de acalmia.

"Toda a semana vamos ter estas passagens. O anticiclone está muito a sul e vai deixando passar todas estas perturbações do Atlântico, que conseguem atingir o continente", adiantou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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RTP /

Leitão Amaro fala em "destruição muito grande" e pede cautela nos próximos dias

António Leitão Amaro está na Marinha Grande a verificar os estragos causados pela tempestade, falando num “grau de destruição é muito grande” e vincando que as previsões para os próximos dias também motivam “preocupação e cautela”.

O governante disse aos jornalistas que a Proteção Civil e o Governo vão hoje e nos próximos dias “comunicar com a população” e recomendam, para já, a não circulação em zonas vulneráveis, assim como a atenção acrescida a infraestruturas frágeis.

“A eletricidade está a ser retomada, mas há ainda cerca de 200 mil pessoas com falta de eletricidade”, registando-se ainda dificuldades nas comunicações e no abastecimento de água, acrescentou.
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Lusa /

Alcácer do Sal ativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil

A Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, ativou na quinta-feira o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido ao elevado número de ocorrências, incluindo inundações, provocadas pelo mau tempo, depois de uma noite mais calma.

"Ativámos o Plano de Emergência Municipal, reunimos ontem [quinta-feira] a Comissão Municipal de Proteção Civil, o que significa que temos um conjunto de entidades a cooperar, que no fundo já tínhamos no terreno, mas agora de um modo mais formal", disse à agência Lusa a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos.

Em comunicado, o município explicou que este mecanismo foi ativado, tendo em conta "o impacto da depressão Kristin" no concelho, causando "um elevado número de ocorrências".

Entre elas, "quedas de árvores, danos em habitações e infraestruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e comunicações, cortes de vias rodoviárias, perturbação no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população", precisou.

Segundo a autarquia, "a ativação também se justifica porque, de acordo com a informação disponível, mantém-se a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade das estruturas".

Entre as medidas preconizadas pelo plano estão a "prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário, sempre que necessário, o reforço da vigilância e monitorização das zonas de risco, nomeadamente linhas de água, taludes, zonas urbanas vulneráveis e infraestruturas críticas".

Inclui ainda, "a interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espaços públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens".

Além deste mecanismo, Clarisse Campos reforçou que o município pretende ser um dos abrangidos pela situação de calamidade decretada na quinta-feira pelo Governo.

"É esse o meu objetivo, que seja incluído, para podermos a seguir ajudar porque as pessoas têm aqui um prejuízo enorme", afirmou a autarca que, na quinta-feira, solicitou ao secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que seja decretada a situação de calamidade no concelho de Alcácer do Sal.

Na sua página na rede social Facebook, o município de Alcácer do Sal informou hoje que a Ponte Metálica sobre o Rio Sado, a Rotunda do Forno da Cal e a Avenida dos Aviadores estão entre as áreas com constrangimento e/ou inundadas, bem como diversas estradas pelo concelho.

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Lusa /

Cerca de 60% das infraestruturas da GNR afetadas mas operacionais no distrito de Leiria

Cerca de 60% das infraestruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afetadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.

Numa informação enviada à agência Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin "provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária", mas o Comando Territorial de Leiria "tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Proteção Civil".

"No âmbito desta atuação, os militares da GNR têm prestado apoio direto às entidades de Proteção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afetadas", salientou.

Ao mesmo tempo, "têm sido desenvolvidas ações de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos", referiu.

"Na sequência de inúmeros contactos efetuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas".

À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a "adoção de comportamentos preventivos face às atuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco elétrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Proteção Civil".

"A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens".

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Lusa /

Concelho de Ourém com "devastação completa"

O concelho de Ourém regista uma "devastação completa" e tem 15 escolas afetadas devido ao mau tempo, declarou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Luís Albuquerque.

"É uma devastação completa. No início, quando isto ocorreu, ficámos, seguramente, com 80% das nossas vias todas intransitáveis, sem água, sem luz, sem comunicações", disse Luís Albuquerque, apontando para 15 o número de escolas afetadas.

O autarca referiu que a esmagadora maioria das principais vias rodoviárias está já desobstruída, mas "faltam algumas vias secundárias", onde os serviços municipais estão a trabalhar.

Quanto ao abastecimento de água, Luís Albuquerque explicou haver "a garantia por parte da concessionária que 65% a 70% da população ficará servida com água durante o dia de hoje", a mesma percentagem relativamente à eletricidade.

"Nas escolas, estamos a tentar ver se conseguimos recuperar algumas, para que na segunda-feira possam estar minimamente em condições para poderem começar as aulas", adiantou o presidente daquela autarquia do distrito de Santarém.

Luís Albuquerque esclareceu que o município tem cerca de 200 operacionais no terreno e mais 120 pessoas de fora do concelho que estão a ajudar e a tentar resolver os problemas originados pela depressão Kristin.

"Temos as empresas do concelho envolvidas e mobilizadas para desobstruir vias, para repor alguns edifícios públicos que ainda estão danificados", adiantou.

O autarca apelou aos munícipes para manterem a calma.

"Estamos a fazer tudo o que é possível para que as coisas voltem dentro do possível à normalidade", assegurou Luís Albuquerque.

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Lusa /

Pedrógão Grande enfrenta "mais uma tragédia", diz presidente da Câmara

O presidente do Município de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, disse hoje que o concelho enfrenta "mais uma tragédia", depois dos incêndios florestais de 2017, e apelou a pessoas e empresas para que ajudem.

"Mais uma tragédia em Pedrógão, infelizmente", afirmou à agência Lusa João Marques, numa referência aos incêndios em junho de 2017, que destruíram parcialmente o concelho e provocaram dezenas de mortos.

João Marques disse que "uma parte do Município, nomeadamente a vila", tem "algumas comunicações", e referiu que, através de geradores, há eletricidade na sede do concelho.

"A rede [elétrica] está toda destruída, mas há, através de geradores que foram instalados nos PT [postos de transformação], nomeadamente para garantir o abastecimento de água, porque todos aqueles municípios do norte do distrito de Leiria e a Sertã [Castelo Branco] são abastecidos a partir da Barragem do Cabril", adiantou.

O autarca esclareceu que os serviços municipais estão "a tentar recuperar, a atamancar, é mesmo o termo, para poderem funcionar".

"As principais vias de comunicação estão mais ou menos desobstruídas, embora não limpas, mas a rede secundária não, nem a rede florestal. Isso está tudo inoperacional", alertou.

João Marques salientou que "o principal problema são as habitações das pessoas, porque ficaram sem telhado".

"Não temos plásticos, não temos lonas suficientes, não temos pessoal, não temos empresas em número suficiente para poder ajudar as pessoas, pelo menos a resolver, pontualmente, estas situações. E, com a chuva, claro que os prejuízos são enormes, porque todo o recheio das habitações está a ser completamente degradado", avisou.

O presidente da Câmara adiantou que os munícipes que necessitam de maior apoio foram levados para o pavilhão gimnodesportivo, "porque necessitam, inclusivamente, de algum apoio médico".

João Marques pediu "a todas as empresas da região que possam colaborar com a população, a todas as pessoas que tenham alguma disponibilidade e que possam também colaborar, nomeadamente com as pessoas mais idosas", que o façam.

"Compreendo que isto é geral, mas o Exército, se calhar, no terreno, dava uma grande ajuda, nomeadamente na colocação de lonas. Que pudessem trazer lonas e plásticos, enquanto não se fazem intervenções mais profundas nas habitações, que evitassem maiores estragos às populações", sugeriu ainda.

Os incêndios que deflagraram em junho de 2017 em Pedrógão Grande e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a 253 populares, sete dos quais graves.

Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

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Lusa /

Danos "bastante acentuados" em Porto de Mós

O presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, disse hoje que os danos no concelho devido ao mau tempo "são bastante acentuados" em edifícios públicos, empresas e casas, e que o município continua sem comunicações nem eletricidade.

"Em Porto de Mós, já fizemos o primeiro diagnóstico. Os danos são bastante acentuados, nomeadamente em alguns edifícios públicos, como os três pavilhões gimnodesportivos, o Cineteatro e o edifício das piscinas. Há uma série de edifícios públicos que estão muito danificados, nomeadamente ao nível das coberturas e toda a estrutura frontal com alumínios e vidros", afirmou hoje à agência Lusa Jorge Vala.

Segundo o autarca, o concelho regista também "muitas empresas com danos muito significativos", assim como "algumas instituições também com danos com alguma dimensão".

"Estamos a fazer o levantamento de todos os danos com o objetivo de restabelecer [a normalidade]", declarou, explicando que o Município de Porto de Mós tem "pré-instalado um sistema de geradores para garantir o fornecimento de água à população".

O presidente daquela Câmara do distrito de Leiria referiu que este fornecimento "está a funcionar de uma forma sistemática e sem anomalias na maioria do concelho".

"Há uma parte do concelho em que vai ser reposto hoje, com recurso também a geradores por parte da E-Redes", assegurou Jorge Vala, esclarecendo que a autarquia tem, igualmente, geradores cedidos por empresas no âmbito do Plano Municipal de Emergência.

Quanto a habitações, "muitas casas danificadas, sobretudo ao nível das coberturas", assim como em anexos, acrescentou.

Em relação a desalojados, o Serviço de Ação Social da Câmara respondeu de imediato no caso de duas famílias, uma realojada pela Câmara e outra por familiares.

"A situação acalmou", garantiu o autarca, destacando, contudo, que o concelho tem "falta de comunicações e, sobretudo, falta de energia elétrica".

"Neste momento, estamos a tentar regressar a uma normalidade possível, estamos ainda a ponderar se vamos abrir as escolas na segunda-feira", acrescentou o presidente do Município de Porto de Mós.

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RTP /

Carneiro critica "insensibilidade e impreparação" do Governo

O secretário-geral do PS afirmou há momentos em conferência de imprensa que, “mais uma vez, o Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir atempadamente esta crise”.

“Tinha acontecido no apagão, aconteceu nos incêndios e voltou a acontecer agora”, criticou.

José Luís Carneiro vincou que “o IPMA informou a tempo e horas, o que significa que se conheciam as características da tempestade e onde ela poderia ser mais severa”.

O socialista esteve esta manhã reunido com 32 autarcas dos distritos mais afetados “e que têm vindo a viver momentos especialmente difíceis”.

“Foi possível fazer um ponto de situação e ouvir algumas das suas principais preocupações, e perceber como a vida normal de muitas famílias portuguesas está afetada em muitas dimensões vitais, pondo mesmo em causa a sua subsistência quotidiana”, adiantou.

“Tivemos relatos de localidades onde as pessoas estão totalmente isoladas e vivem momentos de grande sofrimento”.
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RTP /

Óbidos ainda sem energia e com muitos prejuízos na agricultura

Em Óbidos, várias zonas estão alagadas e muitos habitantes continuam sem energia nem água.

“Óbidos foi bastante fustigado pela depressão Kristin”, registando-se “muitos prejuízos, nomeadamente ligados à agricultura”, disse à RTP o presidente da Câmara.

“Há várias culturas espalhadas pelo alcatrão. Todo este nível das águas, que já estava bastante elevado, veio a agravar-se”, adiantou Filipe Daniel.

O autarca destacou a “excelente cooperação” com os bombeiros voluntários, a Proteção Civil e as juntas de Freguesia, assim como as forças de segurança.

A Câmara de Óbidos está em contacto direto com a E-Redes e a gerir “um conjunto de geradores para alimentar postos de transformação”, acrescentou.
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Proteção Civil com 208 ocorrências às 10h00

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Lusa /

DGS alerta para cuidados com água e alimentos após tempestade Kristin

A Direção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.

A DGS emitiu um conjunto de recomendações na quinta-feira à noite na sequência da tempestade que afetou várias regiões do país na madrugada que quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia elétrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos.

"Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos", alerta em comunicado.

Para reduzir estes riscos, a autoridade de saúde apela à adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros, como evitar o consumo de água de fontes que não estão ligadas à rede pública de abastecimento, como poços ou minas, por poderem estar contaminadas.

A DGS aconselha a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.

"Se não tiver água engarrafada, ferver a água durante 10 minutos antes de usar ou desinfetar com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes (cerca de 2 gotas por litro de água)", recomenda, aconselhando ainda a população a lavar bem as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos.

Relativamente ao saneamento, a autoridade recomenda que, sempre que possível, se continue a utilizar a sanita, mas evitar deitar água usada se a rede estiver inoperacional.

As águas residuais, como as provenientes da lavagem, não devem ser despejadas em solos ou ribeiros, devendo também o lixo doméstico e resíduos sanitários ser mantidos afastados de quaisquer fontes de água.

Quanto à alimentação, a DGS esclarece que, se a interrupção de energia no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão ter-se mantido em condições de segurança para consumo.

No caso dos hortícolas e fruta, como cenoura, tomate, couve, laranja ou limão, estes podem permanecer seguros mesmo para além desse período.

Já os congeladores conseguem manter os alimentos congelados até 48 horas, ou 24 horas se estiverem apenas meio cheios, desde que a porta permaneça fechada.

Segundo a DGS, alimentos que, após o restabelecimento da energia, ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios como se estivessem refrigerados poderão, na maioria dos casos, ser cozinhados ou voltarem a ser congelados.

"Os alimentos que estivam armazenados no frigorífico ou congelador, durante a interrupção de energia, devem ser consumidos ou confecionados o mais rapidamente possível e confecionados através de métodos que atinjam temperaturas elevadas (maiores que 75 °C)", sublinha.

A DGS aconselha a população a avaliar os sinais de degradação dos alimentos, a não provar alimentos para verificar se estão bons e deitar fora qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar.

Deixa ainda conselhos para a segurança da população durante tempestades como "não atravessar áreas inundadas a pé ou de carro", porque as águas podem ser mais profundas e perigosas do que aparentam, e evitar contacto direto com águas das cheias.

Limpar e desinfetar superfícies que tenham estado em contacto com água da cheia, usar luvas e botas impermeáveis durante limpezas, não manusear aparelhos elétricos enquanto houver água acumulada no interior da casa, remover, sempre que possível, água acumulada e materiais húmidos para reduzir o risco de bolor, são outros conselhos da DGS.

 Apela ainda à população para evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas, ter lanternas e pilhas acessíveis, seguir as instruções das autoridades e manter-se abrigado em locais seguros.

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Lusa /

Operação "Limpar Leiria" arranca no sábado

A Câmara de Leiria lança hoje a campanha "Limpar Leiria", a primeira ação de voluntariado para limpar a capital de distrito, iniciativa que decorre no sábado, disse à agência Lusa o presidente daquele município gravemente afetado pelo mau tempo.

"Depois daquilo que foi o estado em que ficou a cidade de Leiria, com muitos derrubes de árvores, telhas partidas, a cidade já tem uma parte importante das árvores de grande porte retiradas. No entanto, é necessário criar condições para que a nossa cidade, o mais rápido possível, volte a ser uma cidade limpa", afirmou Gonçalo Lopes.

Segundo Gonçalo Lopes, a ação de voluntariado decorre no sábado, a partir das 10:00, junto ao Estádio Municipal, "com o objetivo de limpar o estádio, limpar o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade".

Além da dimensão humana e solidária, pretende-se com a campanha "Limpar Leiria" criar "uma união fundamental para os próximos meses", em que o concelho vai precisar "dos leirienses e dos portugueses" para reerguer a cidade, adiantou o autarca.

"É das primeiras ações de voluntariado que vamos lançar, uma vez que temos tido muitas solicitações de pessoas a quererem ajudar-nos", declarou, pedindo aos voluntários para que levem luvas, pás, vassouras e outras ferramentas, porque o município não tem capacidade de distribuição.

No local, "um conjunto de voluntários irão coordenar esse trabalho, juntamente com a Ecoambiente, a empresa que faz a recolha do lixo", explicou.

A duração da atividade, para a qual o município apela à participação, decorre durante o período da manhã.

"No período da manhã é o primeiro passo. Nós vamos ter a capacidade de poder envolver também os Escuteiros, os próprios adeptos da União de Leiria que estão preocupados com o estádio", declarou.

O presidente da Câmara admitiu a repetição da iniciativa, que vai ser estendida "também às freguesias, desafiando as juntas de freguesia a fazerem essa mesma atividade de voluntariado".

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Lusa /

Bombeiros de várias corporações a caminho das zonas mais afetadas

Bombeiros de uma dezena de corporações estão hoje a deslocar-se para as regiões mais afetadas pela depressão Kristin, para ajudar as populações, disse fonte da proteção civil, referindo que durante a noite foram registadas apenas 22 ocorrências.

"Temos garantidamente cerca de uma dezena de corporações que estão em deslocação para a região de Leiria. Vão reforçar e ajudar as populações mais afetadas para tentar repor a normalidade o mais rápido possível", adiantou à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com Elísio Pereira, as corporações de bombeiros são de zonas menos afetadas, de zonas mais próximas dos epicentros e também do sul do país para ajudar.

No que diz respeito à situação dos caudais de vários rios, que na quarta-feira causavam preocupação, tal como Mondego e o Sado, Elísio Pereira diz que a situação para já está controlada.

"Neste momento, não temos informação de alguma alteração relativamente ao dia de ontem [quinta-feira]. As situações estão controladas e a ser monitorizadas", indicou.

Quanto às ocorrências registadas durante a noite, Elísio Pereira referiu que "foi uma noite muito calma".

"Entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 22 ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas em Portugal continental e sem gravidade. Neste momento, o objetivo é tentar repor, no mais curto espaço de tempo, a normalidade e ajudar as populações", disse.

Na quinta-feira, entre as 00:00 e as 23:59, Portugal continental tinha registado 2.050 ocorrências relacionadas com o mau tempo, com Coimbra, Oeste e Leiria a serem as regiões mais afetadas, adiantou fonte da Proteção Civil.

Num balanço à Lusa, fonte da ANEPC referiu que Coimbra foi a região mais afetada com 375 ocorrências, seguida do Oeste (221) e Leiria (201).

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RTP /

Reposição da rede elétrica "vai demorar semanas"

A reposição da normalidade na rede elétrica devido aos estragos provocados pelo temporal que assolou Portugal nos últimos dias “vai demorar semanas”, explicou esta manhã, na Antena 1, o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território.

Silvério Regalado relatou estragos em “centenas de milhares de infraestruturas de rede elétrica”, mas o governante garante que tudo está a ser feito para que as pessoas tenham acesso o mais rapidamente possível a estes serviços essenciais.

Quanto ao levantamento dos estragos, o secretário de Estado adiantou que ainda estão a ser contabilizados pelas autarquias.
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RTP /

Rede Expressos reduz preços em apoio às localidades afetadas

A Rede Expressos anunciou, em comunicado, uma baixa extraordinária de preços a nível nacional, de até 15 por cento, para viagens com destino às zonas mais afetadas pela passagem da tempestade Kristin, nomeadamente Leiria, Marinha Grande, Pombal, Fátima, Castelo Branco, Santarém, Torres Novas, entre outras localidades.

“Esta iniciativa solidária aplica-se a viagens realizadas a partir de todo o país com destino a estas regiões, e surge como resposta à necessidade urgente de facilitar a deslocação de familiares, voluntários, equipas de apoio e cidadãos que pretendem prestar ajuda no terreno”, esclarece a empresa.

A redução dos preços dos bilhetes já se encontra disponível online através do site www.rede-expressos.pt e da app Rede Expressos.
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Lusa /

Entrega de bens em Leiria centralizada no pavilhão dos Pousos

A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos, próximo da cidade de Leiria, disse hoje à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes.

"Desde ontem [quinta-feira] que temos um centro de apoio colocado no pavilhão dos Pousos, onde temos já recolhido alguns bens alimentares para as pessoas que não conseguiram ir aos supermercados que ainda estão a funcionar ou que precisem de alguma ajuda nessa parte", afirmou Luís Lopes.

No mesmo local, é feita a "distribuição de lonas e plásticos para que as pessoas possam ir recolher e tapar os telhados que não têm condições agora para reparar", referiu, pedindo às pessoas que queiram apoiar com bens para que se desloquem àquele pavilhão.

"Temos lá as nossas equipas que irão recebê-las e que irão depois acomodar as coisas", adiantou o vereador.

O município anunciou também que no Balcão Único de Atendimento da Câmara Municipal vai estar, a partir das 10:00, um serviço de ação social e de teleconsultas.

Hoje, prosseguem trabalhos no concelho "com várias operações de desobstrução, limpezas, reposição das vias, já até de tentativa de reparação de algumas estruturas públicas que são importantes para o quotidiano das pessoas", adiantou o autarca.

"Vamos continuar a fazer isso até conseguirmos chegar a todos os locais e termos a certeza de que toda a gente consegue circular e sair das suas casas", declarou o autarca, explicando que continuam os trabalhos para "criar condições também para que haja restabelecimento, quer de corrente elétrica, quer de abastecimento de água".

Neste caso, Luís Lopes apontou a articulação com a E-Redes, Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria, e Águas do Centro Litoral.

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RTP /

Forças Armadas apoiam população

No seguimento da passagem da depressão Kristin, as Forças Armadas, “em estreita coordenação com a ANEPC, têm disponibilizado pessoal, infraestruturas e meios, para apoio às populações afetadas”, referem em comunicado.

As Forças Armadas destacam o apoio em alojamento e alimentação, por parte do Exército, a 34 refugiados ucranianos, assim como o apoio a autarquias através da cedência de geradores ou o fornecimento de tendas e comida a pessoas desalojadas.

“Para além dos apoios referidos, as Forças Armadas também concentram esforços na recuperação de infraestruturas e de serviços essenciais em unidades militares afetadas, com especial incidência na região Centro (Leiria, Monte Real, Porto de Mós, Tancos, Abrantes e Marinha Grande)”, acrescenta o comunicado.
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RTP /

Mau tempo vai continuar na próxima semana

O mau tempo está para ficar, embora exista uma acalmia até domingo, refere a meteorologista Ângela Lourenço. O IPMA vai manter o aviso amarelo em grande parte do continente devido aos ventos que vão permanecer com alguma intensidade, assim como a chuva, apesar de não se compararem com os efeitos da depressão Kristin.

As condições no território continental, sujeitas às novas vagas de chuva e vento, podem resultar num agravamento das condições no terreno.
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RTP /

Cruz Vermelha com equipas mobilizadas de norte a sul

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) tem, neste momento, equipas mobilizadas de norte a sul do país, de prevenção, já que “nos próximos dias podemos ter o agravamento de situações meteorológicas”, explicou o coordenador nacional de emergência desta entidade.

Em entrevista à RTP Notícias esta manhã, Gonçalo Órfão explicou que a CVP recebeu mais solicitações na região centro, nomeadamente em Coimbra, Figueira da Foz e Leiria.

“A Cruz Vermelha está desde o início no terreno, desde que soubemos do alerta, através das suas estruturas locais de todas as localidades, mas também com o apoio nacional”, afirmou.

“Reforçámos áreas com ambulâncias e apoiando a emergência pré-hospitalar em articulação com o INEM”, reforçando ainda “infraestruturas críticas, nomeadamente com geradores, criando zonas de acolhimento para a população que terá ficado desabrigada”, acrescentou o coordenador.

“Vamos continuar agora com uma avaliação de necessidades, tentando responder de uma forma mais personalizada e direta”.
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E-Redes
RTP /

Mais de 290 mil clientes sem energia elétrica ao início da manhã

Mais de 290 mil clientes da E-Redes continuavam, pelas 6h30, sem energia elétrica em Portugal continental, de acordo com dados da empresa. O distrito de Leiria continuava a ser a zona mais afetada, com cerca de 221 mil clientes nesta situação.

A E-Redes ativou, em Leiria, o "estado de emergência", tendo já instalado 30 geradores. Estão a ser mobilizados mais duas centenas.
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Marinha Grande
RTP /

Abastecimento de energia elétrica e rede móvel começa a ser reposto

A equipa de reportagem da RTP na Marinha Grande constatou a reposição da eletricidade ao início da manhã desta sexta-feira.
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Risco de cheias em Coimbra
RTP /

Caudal do Mondego está a ser monitorizado

No distrito de Coimbra, há risco de cheias, advertiu a Proteção Civil. Foram emitidos alertas, em particular, para os municípios a jusante da cidade. Contudo, as autoridades garantem que o caudal do Rio Mondego está a ser controlado.
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Chuva, vento, neve e ondulação
RTP /

Vários distritos continuam sob avisos meteorológicos

Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estão debaixo de aviso laranja até à 21h00 desta sexta-feira, passando, em seguida, a vermelho até às 3h00 de sábado devido à ondulação. Espera-se ondas de oeste a noroeste com sete a oito metros, podendo atingir 14 a 15 metros.

Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro e Coimbra estão igualmente a laranja, entre as 9h00 desta sexta-feira e as 15h00 de sábado, passando depois a amarelo, por causa da agitação marítima.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu ainda aviso amarelo para os distritos de Bragança e Leiria, entre as 12h00 e as 21h00, e para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Lisboa, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga, entre as 12h00 desta sexta-feira e as 0h00 de sábado, devido a vento forte com rajadas de até 110 quilómetros por hora nas terras altas.

Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar debaixo de aviso amarelo entre as 9h00 e as 15h00 devido à chuva persistente e por vezes forte, em particular em zonas montanhosas.

Os distritos de Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Viana do Castelo e Braga ficam a amarelo, devido à queda de neve acima de mil a 1.200 metros, entre as 12h00 desta sexta-feira e as 9h00 de sábado.

Também a costa norte da Ilha da Madeira e o Porto Santo também sob aviso amarelo devido à agitação marítima.

c/ Lusa
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Norte, Douro, Beira Baixa e Oeste
RTP /

Linhas ferroviárias ainda com interrupções

A circulação em diferentes troços das linhas ferroviárias do Norte, Douro, Beira Baixa, Oeste, Urbanos de Coimbra e Serviço Regional entre Coimbra B e Entroncamento encontrava-se ainda suspensa pouco antes das 7h00.

No Facebook, a CP adianta que, devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental, a circulação nas Linhas do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo e a Linha do Oeste continua suspensa.

Estão também suspensos os comboios Urbanos de Coimbra, entre Coimbra B e Alfarelos, o Serviço Regional entre Coimbra B e o Entroncamento e a Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso.

A empresa indica ainda que, na última noite, foi retomada a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, mas apenas para o serviço regional no troço Covilhã-Guarda.
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Ponto de situação
RTP /

Milhares continuam sem água, luz ou comunicações

  • Há risco de cheias para os próximos dias e a Proteção Civil alerta para um quadro preocupante sobretudo na região de Coimbra. As previsões meteorológicas e hidrológicas indicam que as populações das margens esquerda e direita do rio Mondego devem ter especial atenção. No entanto, as autoridades garantem que o caudal do Rio Mondego está a ser controlado;


  • De resto, na quinta-feira, Coimbra foi a região que teve mais ocorrências - 375 de um total de 2.050. Segue-se a regiões do Oeste;


  • Na última madrugada, não foram registadas "ocorrências significativas", segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, ouvida pela agência Lusa às 6h30;


  • Há, todavia, milhares de pessoas que continuem sem água, luz ou comunicações. O Governo decretou situação de calamidade em 60 municípios, a vigorar pelo menos até domingo;


  • Cerca 300 mil clientes da E-Redes continuavam, nas últimas horas, sem luz. O distrito mais afetado é o de Leiria. A E- Redes não indica quando é que a situação estará resolvida, dado que em todo o país há mais de 700 quilómetros de linhas de alta tensão danificadas;


  • O secretário de Estado da Proteção Civil, Rio Rocha, admite que o SIRESP, rede de comunicações de emergência, pode não ter funcionado em pleno;


  • A Anacom admite que a situação é complexa. A entididade reguladora das comunicações adianta que estão no terreno milhares de técnicos. Todaiva, apesar do esforço, muitas estruturas ficaram danificadas e está a ser dificil repor os serviços. Por causa das falhas elétricas também não há internet em muitos locais;


  • Leiria continua privada de eletricidade, com falta de água e problemas nas comunicações. À medida que o tempo passa, multiplicam-se os equipamentos destruidos;


  • Na Marinha Grande, há centenas de casas, empresas e serviços públicos destruídos e parte da zona costeira ficou arrasada;


  • O comissário europeu da Energia vai estar esta sexta-feira com o ministro da Presidência em Leiria. A comitiva, que inclui ainda a ministra do Ambiente, vai passar pelos concelhos onde os estragos foram maiores. A visita tem início marcado para as 10h15 na Marinha Grande. Pelas 12h30 segue para o Hospital de Leiria e o Hospital da Figueira da Foz. Seguir-se-á uma deslocação a Pombal;


  • Em Águeda, as chuvas provocaram cheias numa das margens do rio;


  • Esta sexta-feira, repetem-se os avisos de mau tempo. Sete distritos estão debaixo de avisos laranja, o segundo mais grave da escala, devido à agitação maritima: Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro,Coimbra, Leiria e Lisboa;


  • Em Braga, Porto e Viana do Castelo o aviso passa a vermelho a partir das 21h00. As ondas podem chegar aos 15 metros;


  • No sábado haverá também avisos. A partir das 9h00 ficam a laranja os distritos de Beja, Faro e Setúbal;


  • O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou ainda distritos a amarelo por causa da chuva e do vento;


  • Em período de campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, André Ventura deslocou-se a Coimbra. O candidado a Belém e líder do Chega considerou incompreensíveis as falhas apontadas ao SIRESP devido ao mau tempo;


  • Por sua vez, António José Seguro afirmou que os concelhos atingidos pela intempérie estão a viver dias trágicos, apelando à solidariedade. O candidato presidencial já visitou os concelhos de Leiria e da Marinha Grande e admite deslocar-se a outros municípios.
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RTP /

Descargas das barragens agravam possibilidade de cheias

Inundações em Águeda e Coimbra estão entre as maiores preocupações.

Por motivos de segurança o Alqueva está a libertar 1400 metros cúbicos de água por segundo.

São descargas controladas, mas há 13 anos que não acontecia uma descarga assim.

A Agência Portuguesa para o Ambiente, APA, teme que a situação se agrave na próxima semana.
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RTP /

Centro de apoio aberto em Pousos, Leiria

Leiria tem um centro de apoio à população no pavilhão gimnodesportivo dos Pousos.

Está a distribuir comida fornecida por estabelecimentos privados e pelo Banco Alimentar.

Tem também plástico e lona para ajudar a tapar telhados e evitar que a água entre dentro das casas danificadas.
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RTP /

Kristin isolou 300 pessoas em Alcácer do Sal

A zona baixa de Alcácer do Sal está submersa e sem eletricidade.

Várias pessoas foram retiradas das habitações durante o dia.

Uma aldeia está rodeada de água há dois dias e muitos residentes não conseguem sair.
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Sertã. Kristin deixou um rasto de destruição em Cernache

No concelho da Sertã, a freguesia de Cernache foi uma das mais afetadas pela tempestade Kristin.

A par da falta de energia elétrica e de comunicações, é grande o rasto de destruição.
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Falhas no SIRESP. "Parece que não aprendemos nada com o que tem acontecido"

Mário Conde, especialista em Proteção Civil, reconhece que a situação dos últimos dias seria difícil de evitar, mas que se repetiram problemas antigos, nomeadamente ao nível das comunicações.

Recordou os problemas do SIRESP nos incêndios de Pedrógão Grande e durante o apagão e concluiu: "Parece que não aprendemos nada com aquilo que tem acontecido".

Critica os "estudos prolongados" que "ficam na gaveta" e o "país de burocracias" que adia a resolução dos problemas que se sentem no terreno.

"Voltou a falhar quase tudo o que falhou para trás", resumiu, recordando que há populações que estão quase há 48 horas sem qualquer apoio.
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Marcelo rejeita que situação de calamidade tenha sido declarada tarde

O presidente da República anunciou que vai visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.

Marcelo Rebelo de Sousa concorda com a declaração da situação de calamidade e rejeita que tenha sido tomada tardiamente.
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"Na generalidade o sistema funcionou", diz o secretário de Estado da Proteção Civil

Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, reconhece que o SIRESP "pode não ter estado na plenitude" em todos os momentos, mas que foi "o único meio de comunicação" em muitas circunstâncias.

O responsável explica as falhas com a "bomba meteorológica" com uma "velocidade fora daquilo que era expectável", que obrigou a uma "reorientação e reorganização".

Considerou que seria "injusto" generalizar as falhas devido a "algumas situações" que ocorreram ao longo das últimas horas, nomeadamente lares que não conseguem prestar cuidados médicos devido à falha de energia.

O secretário de Estado adiantou que há cerca de 366 mil pessoas sem energia e reconheceu que a recuperação "não tem sido à velocidade que todos gostaríamos".

Ressalva que estão por resolver "situações complexas" com estações de foram afetadas "de uma forma que não é normal".

Rui Rocha adiantou ainda que há militares no terreno para apoiar as populações e garantiu que o país está preparado para enfrentar mais chuva e frio, apesar de reconhecer que os terrenos estão "saturados".
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Oposição acusa Montenegro de decretar tarde a situação de calamidade

A oposição acusa Luís Montenegro de ter decretado tarde a situação de calamidade. Diz que houve falta de comunicação por parte do governo.

O PS fala em inação e falta de planeamento do executivo.

Os socialistas acabaram por ser acusados pelo governo e pelos partidos à direita de explorar uma tragédia para efeitos políticos.
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RTP /

André Ventura critica falhas na prevenção do impacto da Kristin

André Ventura aponta que falhou toda a prevenção para evitar as consequências da tempestade Kristin.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

Diz que não são compreensíveis as falhas no SIRESP e na rede elétrica.

O candidato esteve no centro de Leiria.
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